Foram-se meses quase presa em casa por causa do coronavírus. Enquanto muitos já previam que o corona viria para o Brasil, eu não poderia dizer "estou pronta, capitão!" como o Bob Esponja e me armar de sabão, água, máscara e álcool 70. Minhas preocupações no fim de 2019 e no começo de 2020 eram sobre a produção e defesa do meu Trabalho de Conclusão de Curso. Foi difícil fazer e entregar, mas consegui com ajuda! Depois disso, o coronavírus veio para poder adiar a minha colação de grau e a oportunidade de ver presentes família e amigos torcendo por mim. Instalou-se um terror na Terra. Notícias eram divulgadas às claras e às escuras. Enquanto eu acredito que a China possa ter sua parcela de irresponsabilidade ao demorar para divulgar a informação do vírus, essa nação não é a única que deve ser cobrada para melhoria da saúde do mundo. Principalmente hoje em dia. Mas esse relato que vou fazer é mais íntimo do que um texto jornalístico de opinião.
Para ser franca com vocês, não lembro em detalhes quando começou o decreto aqui na cidade para todos ficarem em quarentena. Só sei que não houve mudanças muito significativas do meu dia a dia, pois sou uma pessoa que gosta muito de ficar em casa. Talvez, agora conhecendo que sou do grupo de risco por estar além do peso ideal e ter uma vida sedentária, eu não sair muito foi o melhor. Quando começou o cuidado com a COVID-19 em minha terra amazonense Manaus, não havia a preocupação que tem hoje com o uso de máscaras. Talvez pela informação do Ministério da Saúde de só o grupo de risco da época as usasse, não muita gente tinha consciência da diminuição do contágio por meio do uso delas. Começamos a apertar o cinto, acho, quando foi decretado o lockdown em muitos municípios brasileiros. Também apertamos o cinto quando os próprios governadores se mobilizaram para que todos fossem obrigados a usar as máscaras. E também apertamos o cinto quando foi mostrado a morte caótica nos hospitais. Para vocês verem, mesmo na terra do mastruz, é complicado. Há uma percepção de nós que as coisas podem melhorar. Espero que sim.
Eu não curti e curti ficar em casa depois de um tempo. Eu queria sair, bater pernas, comer fora e ter um pouco mais de privacidade fora do meu quarto. A-M-O meu quarto, gosto bastante de ficar nele no meu canto, mas a ansiedade aumentava consideravelmente toda vez que eu lembrava das mortes. Apesar do conceito de que jornalista ou o estudante de jornalismo deve ficar atento a um pouco de tudo, resolvi, para o bem da minha saúde mental, ignorar muitos dos avisos dos telejornais. Me absorvi na escrita, algo que me transfere energia e poder. Não só isso como também come minha energia. Minha relação com a escrita é amor e ira! De quebra, tive várias experiências nessa quarentena, como as reuniões familiares em videoconferência, minhas maratonas de séries e também os meus projetos como o Borboletário.
E você, como foi sua quarentena de 2020? Deixe nos comentários!


Montei um negócio de máscaras que subiu e caiu em dois meses devido a variadas demandas de pessoas vendendo pelo bairro. Também escrevi bastante coloquei alguns projetos em dias e me organizei melhor sobre variadas coisas. A crise e a necessidade são as melhores coisas para evoluir.
ResponderExcluirConcordo com você, amigo /Luciana aqui
ExcluirAdorei Lucie!
ResponderExcluirEu também parei de assistir a maioria dos telejornais. Procurei assistir apenas coisas boas, pois não estavam me fazendo nada nem assistir coisas ruins. Tive até sintomas de síndrome de pânico e ansiedade. M
voltei muito para Deus por meio de programa televisivos, leitura da bíblia e orações. Raramente saí de casa. Porém tive que quebrar essa regra para fazer uma caminhada no horário da noite, quando não tinha mais quase ninguém na rua (o que me surpreendeu). Além disso tbm me concentrei em ler livros que estavam na prateleira e que tinha deixado para lê depois. Outra coisa que eu e minha família fizemos muito foi jogar dominó, uma atividade que gostamos muito de fazer.
Agora falando do seu texto, adorei mesmo. Me sinto muito inspirada quando leio os seus textos. Parabéns.
Obrigada pelo compartilhamento de sua quarentena, Suelem. Considero como sendo boa a interação com os nossos leitores pela nossa troca de experiências e aprendizado.
ExcluirAcho que toda iniciativa nossa de buscarmos melhorias para nós mesmos e esperança é válida. Afinal, são nossas escolhas. Quanto a leituras e caminhada, faz bem para a saúde. Leituras pra nos ocuparmos e caminhada pra nosso corpo e mental. É bom a atitude de jogar dominó com a família, de sentir prazer na convivência.
Agradeço o elogio :)
Ah, eu sou a Luciana, a criadora do blog, só pra ressaltar k
ExcluirEu não tive uma rotina diferente do normal nessa quarentena. Segui trabalhando. Acho que a única coisa inédita que aconteceu foi meu abono pecuniário ter sido cancelado (a venda de dez dias de férias). A grana que tenho sempre quando entro de férias baixou e eu pude colaborar bem menos com a construção da casa. Pouco antes das férias, peguei uma gripe muito estranha que suspeito ter sido COVID-19, pela falta de ar constante e muita dor nas costas. Me recuperei, ainda cheguei a faltar um dia, mas voltei imediatamente às atividades. Não fui a hospital nenhum, porque meu irmão que trabalha na imprensa disse que era muito mais provável você se contaminar ou ter seu caso agravado indo ao hospital do que aguardando em casa. Usei as férias para transcrever duas one-shots, e também o diário de escrita para o grupo secreto Vanaheim. Considero que esse período de afastamento foi benéfico para a vida familiar sob todos os aspectos. Fico mais tranquila com meu pai em casa, e percebo que mamãe também está gostando da companhia dele por aqui.
ResponderExcluirOlá, Bloody! Luciana aqui! Nem todos podem parar de trabalhar fora de casa. Entendo você estar preocupada em construir sua casa. Poxa, que gripe devastadora, Bloody! Fico alegre que você esteja bem melhor e na ativa! Realmente, os hospitais na época (não sei hoje em dia) estavam como locais de alta circulação de pessoas com vírus. Que bacana que você conseguiu transcrever suas one-shots e também o seu diário de escrita! Não só por sermos companheiros ou companheiras de Vanaheim, como também admiro aqueles que colocam seus esforços em seus sonhos ou metas. Ótimo que o período da pandemia aproximou a sua família!
ExcluirAgradeço por compartilhar as suas experiências com o blog!