Borboletário da Luciana

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sexta-feira, 11 de junho de 2021

#DIÁRIODALUCIANA 03: Dependências e independência

 


Algumas vezes, eu me pergunto quando eu serei mais a minha própria versão mais forte. Procuro aproveitar a minha vida o melhor possível, escondo algumas opiniões para não machucar ninguém e também busco saber mais coisas sobre mim mesma. Só que, como um ser humano (ainda ou não ainda, não sei bem), vem as fragilidades e as brechas para as coisas que prejudicam. Acredito que cada ser humano tenha seus pontos fracos e seus pontos fortes. Não é ser psicóloga ou coach não, como não possuo nenhuma das duas formações. Mas, conselho de amiga, vai demorar para você achar uma direção, depois de você estar em um tempo de perdição. Tem pessoas que mudam de religião, tem pessoas que saem de religião, tem pessoas que só mudam de estilo de vida e tem pessoas que mudam suas cabeças em tempo recorde (claro, não da noite para o dia e mudar é bem dolorido).

Minhas vulnerabilidades eu enxergo como coisas que preciso consertar. A maioria delas ainda está aí, mas pouco a pouco vou pegando pela beirada e tentar transformar em outra coisa. Até eu conseguir um grau que eu considere ser satisfatório - é certo que eu sou dura comigo mesma -, sinto que vou tentar fazer o melhor em tudo que eu considerar útil e tentar não se vitimar por coisas que eu tenho culpa. É preciso de conflito. É preciso de mudança constante. Se vigiar constantemente também. 

Dito essas coisas, eu venho a falar sobre dependências. Não vou enumerar as que eu tenho, pois acredito ser de completo interesse meu e somente meu ter elas enumeradas, como só eu posso me libertar delas. Mas essas dependências me fazem mal enorme. Tenho que pegar um papel e enumerar mais metas e me esforçar para as cumprir. Eu não me refiro a metas de trabalho, mas sim de metas para a minha vida. Apesar de jornalismo vir com a ideia de glamour, não tenho a ideia de ser jornalista por dinheiro ou por fama. Para ser sincera, é a profissão que eu tenho, algo que eu sei fazer mais ou menos. Estou aqui para descobrir até onde vou e os meus porquês. Claro que trabalhar também traz dignidade e um recurso para viver na Terra. Quanto a minha vida, eu vejo que eu estou descontrolada quanto ao tempo. O tempo corre de minhas mãos. E quando mais percebo disso, mais dependente fico das coisas. Um exemplo disso é a comida.

Para ser independente de verdade, preciso vencer essas dependências sem só e prosseguir nisso. E preciso usar todas as minhas forças para isso com a ajuda de alianças.

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